16 de Fevereiro de 2009

Despedida

"Eu escrevo porque se não escrever a minha vida fica sem nexo e sentido. Parece que me construí a mim mesmo para isto. Não era para publicar, era para escrever e fui apanhado por uma engrenagem." António Lobo Antunes, em entrevista ao DN.
14 de Fevereiro de 2009

Espero

«Espero sempre por ti o dia inteiro,
Quando na praia sobe, de cinza e oiro,
O nevoeiro
E há em todas as coisas o agoiro
De uma fantástica vinda.»

Sophia de Mello Breyner Andresen
13 de Fevereiro de 2009

LÍNGUA E LIBERDADE

«A Língua enquanto ferramenta de liberdade e formação pessoal foi o tema que José António Pinto Ribeiro escolheu para a conferência de abertura da 10.a edição das Correntes D'Escritas, a decorrer na Póvoa de Varzim até ao próximo sábado, 14. O ministro da Cultura, apresentado por José Carlos de Vasconcelos, salientou a importância da leitura e da escrita na construção de uma identidade individual e colectiva, lançando a ideia de um Plano Nacional de Escrita. Ensinar os jovens a ler e a escrever bem, a saber argumentar, a desenvolver ideias, a ser sedutor no seu discurso são, na sua opinião, prioridades para se poder responder às grandes e eternas questões do Mundo: o que somos, de onde vimos, para onde vamos. Isso passa pela valorização da língua materna, neste caso o Português, nomeadamente através da sua uniformização (Acordo Ortografico), da sua difusão (através da internet) e reinvenção. "A Língua é dos seus falantes", defendeu José António Pinto Ribeiro, referindo-se aos 190 milhões de brasileiros que falam português, num universo de 230 milhões. No fim, expressou o desejo que estas Correntes D'Escritas possam ser também correntes de leitores e que, em conjunto, possam divulgar o modo de pensar e sentir que está subjacente à Língua Portuguesa. E acrescentou: "Porque cada língua encerra em si a narrativa e identidade de um povo".» in Blogue de Letras

Folha em branco

«A mesa-redonda Os desafios da página em branco abriu o segundo dia das Correntes D'Escritas. Amilcar Bettega, Ángela Ramos Díaz, Germano Almeida, Héctor Abad Faciolince, Helder Macedo e Teolinda Gersão falaram sobre a sua relação com a escrita, com as suas dificuldades e facilidades. "Escrevemos contra o vazio", afirmou Bettega, "nas infinitas possibilidades da criação". Com um grande sentido de humor, Faciolince esclareceu: "Como nem deus, nem o diabo me ajudam, e como não tenho ideias, escrevo com a recordação. Mas como não tenho memória, não sei se estou recordando ou inventando". O melhor, como sugere Helder Macedo, é assumir a página em branco, não matado-a com palavras excessivas. Ou, segundo Ángela, transformar a página em branco numa página negra. E enchê-la com a luz das palavras"» in Blogue de Letras
12 de Fevereiro de 2009

Dia D

Charles Darwin nasceu há precisamente 200 anos. "A Origem das Espécies" foi um terramoto científico, cultural, religioso, enfim, transversal, de que ainda hoje se sentem réplicas. E, ainda assim, quantos de nós não lemos o livro?
11 de Fevereiro de 2009

Kindle 2

Acho que é desta que me rendo.
10 de Fevereiro de 2009

O sentido da vida

São muitas as razões que me levam a ler um livro. A falta de tempo pode obrigar-me a ser um pouco mais selectiva do que gostaria ou, pelo menos, a ordenar de forma mais criteriosa, menos apaixonada do que gostaria, as minhas leituras. Será mais verdadeiro dizer que são muitas as razões que me levam a querer ler um livro. Hoje tenho pensado numa em particular. Quando leio um livro, sinto que estou a ajudar a dotar de sentido a vida do seu autor.
9 de Fevereiro de 2009

CItação

"Considero a vida uma estalagem onde tenho que me demorar até que chegue a diligência do abismo. Não sei onde ela me levará, porque não sei nada. (...) Se o que deixar escrito no livro dos viajantes puder, relido um dia por outros, entretê-los também na passagem, será bem. Se não o lerem, nem se entretiverem, será bem também." Fernando Pessoa, O Livro do Desassossego.
| Top ↑ |